segunda-feira, 24 de abril de 2017

A prática da leitura: algumas certezas, algumas dúvidas


        Se levarmos em consideração as reflexões de Zabala (2014), afirmando que: "a alavanca eficaz de toda a aprendizagem é o interesse. Mas não qualquer interesse, porém profundo, nascido das necessidades primárias e que é manifestação dos instintos",  nos parece singular o lugar que a leitura passa a ocupar em meio às didáticas e como estas costumam aliar teoria e prática em se tratando de eficácia pedagógica. 
   
  Em meio a tantas circunstâncias a serem consideradas, salvaguardadas em especial, nossas respectivas realidades escolares, é possível que estabeleçamos algumas certezas e dúvidas, mediante as quais, debruçaremos esforços para a elaboração de nosso Projeto de Aprendizagem.
          Sendo assim, podemos afirmar que:
  • A leitura pode abranger vários significados, não atendo-se exclusivamente à compreensão da linguagem escrita.
  • Quanto mais a prática da leitura extrapolar o ambiente escolar, maior será o entendimento do indivíduo quanto à sua importância em seu cotidiano vital.
  • O "saber ler" não pode ser compreendido expressamente como "gostar de ler", estando esta segunda condição diretamente ligada à questões individuais, mas passíveis de estímulo que possibilitem o seu desenvolvimento, sobretudo, ainda na fase infantil. 
         Entretanto, em se tratando da individualidade que o prazer pela leitura significa, restam-nos algumas dúvidas, pois: 
  • Quais são as melhores formas para incentivarmos, ou ainda, despertarmos em nossos alunos, o gosto pelas obras literárias?
  • É possível estabelecer relações entre a falta de gosto pela leitura com o acréscimo alarmante que o analfabetismo funcional vem representando em nossa sociedade nos dias atuais?



sábado, 22 de abril de 2017

O Início do Projeto: Mapeando as turmas



Quando pensamos na questão da leitura, chegamos ao consenso de que muitos são os benefícios que esta significa para a prática do ensino-aprendizagem, seja pelo enriquecimento vocabular, seja pela desenvoltura com que as crianças passam a agregar ao seu linguajar cotidiano. 
Embora tenhamos acordado quanto a isso, pensamos que a heterogeneidade de nossas realidades também é um fator que não pode ser secundarizado. Desta forma, passamos a descrever algumas das características que circunscrevem nosso cotidiano pedagógico:

               * Daniela Paixão
Turma: Maternal I

Faixa Etária: 2 a 3 anos


             A turma de maternal I da EMEI Marione Machado Leite é composta por 18 crianças e a maioria completou dois anos recentemente estando no início do controle esfincteriano, portanto em processo de desfralde. Está em início também o desenvolvimento da autonomia, já conseguem se alimentar sozinhas, despir e vestir peças de roupa simples, tirar o calçado e fazer escolhas.
Iniciam-se também as primeiras competências sociais ao brincar, ao demonstrar as emoções, ao cumprir algumas ordens, entre outras. Por ser uma fase marcada pelo egocentrismo requer mais atenção individual, pois embora brinquem no mesmo ambiente para alguns ainda é difícil o desempenho de atividades em conjunto e inclusive a percepção das necessidades do outro, o que torna as disputas muito freqüentes.

Com relação à linguagem há um notório aumento no vocabulário, escutam as palavras com mais atenção, repetem-nas e alguns já conseguem se expressar através de pequenas frases. Manifestam grande interesse por dançar, cantar, ouvir histórias curtas e contos de fadas tradicionais.

Devido a faixa etária a investigação e os questionamentos, para dar início a um projeto, dão-se sob forma da constante observação com relação às suas predileções demonstradas nas brincadeiras livres e atividades propostas. Sendo assim, um projeto de leitura me permitirá explorar diferentes contextos e atividades, inclusive incluir as propostas do calendário escolar, que na educação infantil é norteado pelas datas comemorativas tradicionais.

A leitura na Educação Infantil representa significativa importância, é nessa fase que a criança aprende a falar e desenvolve o seu vocabulário, começando a usar as frases dentro de um contexto social, ao passo que outros progressos também acontecem. Portanto esse estímulo deve acontecer independente da faixa etária, com o cuidado da escolha de livros adequados para que despertem o interesse das crianças e seja um momento prazeroso.
Abaixo segue um vídeo, do acervo da revista Nova Escola, de uma entrevista com a especialista em alfabetização Emília Ferreiro que fala a respeito do que as crianças podem aprender na Educação Infantil sobre leitura e escrita.


 



                * Ivonete Rodrigues
Turma: 3o Ano -Anos Iniciais do Ensino Fundamental
               Faixa Etária: 7 a 8 anos


Trabalho em uma Escola da Rede Municipal de Ensino do município de São Leopoldo, chamada EMEF Professora Maria Gusmão Britto. Pela manhã, leciono para as anos finais do Ensino Fundamental e a tarde, tenho uma turma de 3º ano (Anos Iniciais) , com a qual, desenvolverei as atividades propostas sob a forma de Projetos de Aprendizagem.

A turma 3 A 3  é composta por 25 alunos, na faixa etária entre 7 e 8 anos de idade, sendo 12 meninas e 13 meninos. Cotidianamente, são muito agitados, não hesitam quando são questionados sobre seus pontos de vistas sob os assuntos abordados em aula. Todavia, há alguns casos de alunos com muitas dificuldades de aprendizagem, os quais recebem atendimento individualizado por parte de uma estagiária, estudante de Psicologia da Unisinos. Para estes, são dedicadas atividades de cunho flexibilizado. Entre os alunos, há dois casos que se encontram repetindo o ano.  Abaixo, podemos ver um breve vídeo, onde a turma aparece realizando um trabalho, separada em grupos:




* Alessandra Figueiró Thornton
Turma : 300 3º ano do Ensino Médio
Faixa Etária: 16 a 18 anos

Como atuo no Ensino Médio, nos anos finais, de uma escola pública da zona sul de Porto Alegre, busquei uma turma que tivesse um perfil pró-ativo. Assim, convidei este grupo, a turma 300, a qual já acompanho pelo terceiro ano letivo,  a participar deste projeto. Minha disciplina é a Língua Inglesa e portanto, selecionei em torno de uns cem livros paradidáticos em inglês, considerando os mais diversos níveis de competência linguística dos alunos quanto ao idioma e levei para aula, de forma que eles puderam folhear os livros, lerem algumas sinopses e então poderem decidir qual leitura lhes caía melhor. Essa turma tem em média, em torno de 30 estudantes frequentes, e todos participaram efetivamente do projeto. Fizemos uma lista com seis perguntas pertinentes à leitura, a qual pedi que eles respondessem e refletissem sobre o assunto. Além disso, lhes foi entregue uma ficha de leitura, a qual deverá ser preenchida e entregue junto ao livro, na data pré-estabelecida, para a entrega do projeto. Além disso, os alunos terão cinco minutos (máximo), para dissertarem sobre a história do livro, o que gostaram, e como perceberam este projeto.

                                                                                                                                           

*Kasandra dos Santos de Oliveira

Turma 1° Ano Ensino Fundamental

Faixa Etária 6 e 7 anos                                                                                                                       

Leciono no turno da manhã na Escola Estadual de Ensino Médio Vila Prado com o 4° Ano e a tarde na Escola Estadual de Ensino Fundamental Bela Vista com o 1° Ano, ambas localizadas no município de Sapucaia do Sul. 
Desenvolverei as atividades que compreendem o Projeto de Aprendizagem com a turma do 1° Ano, a mesma  é formada por 25 alunos, sendo destes 13 meninas e 12 meninos. É uma turma agitada,solidária e comunicativa, ativa na construção da sua aprendizagem, estão sempre dispostos e entusiasmados na realização das atividades. O bairro no qual a escola encontra -se é precário, o  poder socioeconômico dos moradores é baixo, os alunos fora do ambiente escolar encontram dificuldades de obter acesso a materiais adequados  que envolvam o hábito da leitura, sendo a escola em seu meio o possível local para desbravar horizontes.
Os alunos participam semanalmente do projeto da "Hora da Leitura" proposto pela escola,  período no qual os alunos tem contato com diferentes livros, textos e materiais que envolvem  a leitura bem como o ato de ler. Mesmo estando em processo de alfabetização, todos estão letrados  o que possibilita  na hora da leitura a  construção de competências e habilidades que  serão primordiais ao seu desenvolvimento cognitivo,  fortificando paralelamente o gosto pela leitura, além de aprimorar o seu vocabulário, alimentar a imaginação e proporcionar  momentos de troca mútua. 
A Hora da leitura é uma posposta, na qual, a escola demonstra muito cuidado na elaboração constante do projeto, no que diz respeito a escolha do material, pois deve estar de acordo com o nível de aprendizagem da turma e faixa etária, tornando o momento rico em  conhecimento e ao mesmo tempo prazeroso.






quinta-feira, 13 de abril de 2017

Reflexões acerca da elaboração de um Projeto de Aprendizagem

Pensar um Projeto de Aprendizagem é reportar-se ao construtivismo piagetiano, já que em essência, seu propósito é a promoção de aprendizagens profundas através indagações constantes que buscam o envolvimento das pessoas em questões e conflitos produtivos e portanto, relevantes às suas vivências.
Trata-se de uma experiência motivada pela curiosidade, onde os métodos científicos são refeitos de forma prática. Há um deslocamento na questão de elaboração do conhecimento, pois motivado a procurar respostas para as indagações, este vai se construindo grativamente pelo indivíduo, ao passo que ele encontra as resoluções para suas próprias situações-problemas.
Pensado como metodologia de trabalho em sala de aula, o Projeto de Aprendizagem, segundo Almeida (2000),
"(...) é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, os recursos disponíveis, inclusive as novas tecnologias, e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem. Este ambiente é criado para promover a interação entre todos os seus elementos, propiciar o desenvolvimento da autonomia do aluno e a construção de conhecimentos de distintas áreas do saber, por meio da busca de informações significativas para a compreensão, representação e resolução de uma situação-problema. Fundamenta-se nas ideias piagetianas sobre desenvolvimento e aprendizagem, inter-relacionadas com outros pensadores, dentre os quais destacamos Dewey, Freire e Vygotsky."

Percebemos aqui que, os objetivos de um projeto de aprendizagem envolvem compromisso coletivo, diretrizes norteadoras e estruturações de ações que visem angariar resultados positivos. O professor passa a ser visto como mediador, enquanto o aluno constrói o conhecimento de forma colaborativa, já que a ele, compete todo o protagonismo do processo. É ele quem precisa ter algo a perguntar, ser curioso, se sentir instigado a compreender os fenômenos que ocorrem à sua volta. 
 Entre as características do trabalho desenvolvido com Projeto de Aprendizagem, podemos destacar a tomada consensual e heterárquica de decisões quanto a escolha do tema, regras, direções e atividades, baseadas no contexto do aluno, contrariando as demais formas de trabalhos com projetos que consideram situações vivenciadas e pontuais.
Além disso, o próprio espaço escolar passa a ser visto em sua essência, ou seja, como local de compartilhamento de experiências, primados nas relações interpessoais, longe dos paradigmas uniformizantes, lineares, cadentes e excludentes defendidos pela pedagogia tradicional. Desta forma, o trabalho com Projetos de Aprendizagem leva em consideração o universo infantil ou a adolescência, longe da abdicação do rigor intelectual ou do valor próprio conhecimento em si. Pelo contrário. Assegura-se de que estes conhecimentos sejam apropriados de forma significativa e portanto, interessante aos olhos de todos os envolvidos no processo, o que Cooper denomina como “aprendizagem ativa”.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA.Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. Disponível em http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0030.html, acessado em 06 de abril de 2017.

COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055, acessado em 06 de abril de 2017.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Aprendizagens com Projetos

O desenvolvimento de um Projeto de Aprendizagem envolve uma profunda reflexão na esfera da subjetividade, que precede o ato docente. Isso implica de certa forma abandonar uma zona de conforto, adentrando um território desconhecido, ou as amarras que delimitam a sua própria autonomia. O que leva o professor a conhecer não somente os seus alunos, como também a averiguar constantemente as suas próprias ações enquanto investigador. Trabalhar de forma interdisciplinar ainda exige um maior diálogo entre as partes envolvidas, uma comunicação coerente e eficiente que predispõe um trabalho em equipe, o que contribui efetivamente com o progresso em múltiplas áreas do saber.
De acordo com Fernando Hernandez, em seu texto: Um mapa para iniciar um percurso, as próprias disciplinas em si sofrem variações e contradições ao longo do tempo, não são homogêneas, dessa forma para se construir uma realidade é preciso ampliar a visão a fim de criar conexões que se complementam e não apenas unir pedaços. É necessário estruturar o conhecimento conectando os elementos que o compõem, ao invés de dividir-los, possibilitando aos alunos tornarem-se sujeitos na sua aprendizagem, conseguindo assim contextualizar, priorizar, categorizar, criar e tecer relações.
Entretanto é extremamente relevante a análise constante para fins de conhecimento da turma, para que essas práticas educativas não caiam na rotina, tornando-se limitadas ou se “coisifiquem”, como salienta HERNANDEZ no referido texto. Dessa forma, parte do professor pesquisador a observância das reais carências doas alunos, valorizando os seus interesses e criando conexões com o mundo extra-escolar em seus diferentes contextos sociais. Transformando a escola em fonte geradora de cultura e não reduzindo o seu papel a mera transmissora de conteúdos.
Contudo, o desenvolvimento de PA’s ainda não são de praxes em grande parte das instituições escolares públicas brasileiras, seja por questões organizacionais e de cunho político ou ainda pela completa falta de infra-estrutura: bibliotecas, laboratórios de informática e ciências, quadra de esportes, entre outros. Todavia o professor tem um importante papel transformador nos processos de mudança do sistema escolar e todas as suas iniciativas colaboram para esse movimento, sendo assim, tecer estratégias para as suas práticas e se reinventar também constitui uma de suas missões. 
Jean Piaget já dizia que, "a principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram. Homens que sejam criadores inventores e descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
Analisando esta questão, FAGUNDES, et al, (1999, p. 18) afirma que,  "se o ser humano deixa de ser uma criança perguntadora, curiosa, inventiva, confiante em sua capacidade de pensar, entusiasmado por explorações e por descobertas, persistente nas suas buscas de soluções, é porque nós, que o educamos, decidimos 'domesticar' essa criança, em vez de ajudá-la a aprender, a continuar aprendendo e descobrindo".
Após tão contundente crítica, parece-nos impossível que a Escola continue se emoldurando sob sua forma clássica, com conteúdos tradicionalmente tratados, hierarquicamente organizados segundo critérios de pertencimento disciplinar e acadêmico.
Porém, pensar em práticas pedagógicas sob o viés construtivista piagetiano, requer que tenhamos noções quanto à organização do cotidiano pedagógico sob a forma de Projetos, já que os mesmos podem dividir-se em Projetos de Aprendizagem, Projetos de Ensino e Projetos de Ação. 
Contrariando as tomadas de decisões de forma heterárquica dos Projetos de Aprendizagem, os Projetos de Ensino, os professores, juntamente com a coordenação pedagógica escolhem o tema a ser abordado, arbritam sobre os critérios externos e formais, de acordo com  a organização hierárquica dos conteúdos curriculares. Apesar de denominado como metodologia globalizadora, o Projeto de Ensino ainda mantém o Professor em seu papel de agente transmissor de conhecimentos aos alunos, meros receptores de informação. 
A exemplo dos Projetos de Ensino, os Projetos de Ação compõem-se de um tema norteador, estabelecimento de objetivos, justificativas que respaldem as ações e metodologias a serem realizadas, bem como recursos necessários e resultados almejados, os quais são organizados sob a forma de um cronograma de ações. Todavia, ambos diferem-se com relação ao tempo de duração, pois se o primeiro, pode ser estabelecido à longo prazo, o Plano de Ação está mais interessado nos resultados propriamente ditos, evidenciados em retomadas constantes aos objetivos a que se dedica.
     
REFERÊNCIAS

FAGUNDES. Léa da Cruz, et al.; Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me003153.pdf, acessado em 06 de abril de 2017.


HERNANDEZ, Fernando.Transgressão e Mudança na Educação: Os Projetos de Trabalho.  Porto Alegre. Artmed, 1998
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domingo, 2 de abril de 2017

Reflexões Iniciais

     

           Dando início às nossas atividades da Interdisciplina Eduad 077 - Projeto Pedagógico em Ação, (ministrada pelas Professoras Aline Hernandez e Liliana Parserio), percebemos que os aprofundamentos quanto aos Projetos de Aprendizagem, darão-se de forma dinâmica e prática, primadas sob um caráter investigativo.           
 Então, fomos convidadas a nos organizarmos coletivamente para, num primeiro momento e, de acordo com as nossas realidades, pensarmos a aliança teórico-conceitual à praticidade de um Projeto de Aprendizagem em nossos cotidianos pedagógicos.
Acreditando que os laços de amizade são importantes facilitadores nesse processo colaborativo, optamos por formar um grupo diferente daquele em que nos envolvemos para o desenvolvimento das ações dos PA’s de 2016, ficando nosso quarteto composto pelas seguintes acadêmicas:

·         Alessandra Figueiró Froener
·         Daniela Jardim dos Santos Paixão
·         Ivonete Rodrigues
·         Kasandra dos Santos de Oliveira

Já em conversas iniciais, percebemos que precisaríamos traçar objetivos comuns que dessem conta da multiplicidade de nossas realidades discentes. 
Após solicitarmos auxílio da Professora Liliana, chegamos a conclusão de que um dos elos comuns, que possibilitaria abarcar essa diversidade é a prática da leitura, sob suas mais variadas dimensões.
Compreendemos que a leitura é o testemunho oral da palavra escrita, seja qual for o idioma.
Não restam dúvidas quanto a otimização que a invenção da imprensa representou em seu reconhecimento enquanto parte fundamental para a construção da própria história da humanidade.
Vista sob seu caráter educativo, a prática da leitura é, antes de mais nada, uma construção individual e desta forma, compete ao professor assumir seu papel de mediador nesta caminhada, pois, concordamos com as palavras ditas pela Professora Liliana durante a aula, “o professor não é aquele que dá respostas, mas sim, aquele que oferece a mão.”
Entretanto, se de um lado, parece-nos desafiador o necessário equilíbrio dinâmico entre prática e teoria, principalmente, no tocante à interdisciplinaridade, por outro, motiva-nos perceber o quão gratificante e enriquecedora pode ser esta experiência.